Da lama nasce a flor de lótus

Vamos precisar nos esforçar para extrair uma mensagem de bem-estar nesse mês, pois os últimos dias foram estarrecedores para os brasileiros. Em meio a uma crise moral e econômica assistimos trágicos acidentes que tiraram precocemente a vida de muitos jovens atletas. Poucas vezes a fragilidade da vida foi tão escancarada diante da gente.


É inevitável que tudo isso nos suscite questionamentos a respeito do sentido da vida, os porquês. Desde os crentes se questionando qual a causa de tantos acontecimentos funestos, até os descrentes se questionando se de fato há alguma causa. Embora o momento seja oportuno, não vamos entrar no mérito das religiões, vamos nos ater ao ponto de vista psicológico e entender algo que fica claro nos consultórios de terapia e que pode nos dar um sentido em meio a tantas adversidades: a maioria das pessoas só se humaniza na dor.


Sei que nos incomoda, mas temos que admitir que nas fases de abundância, quando estamos por cima, temos uma enorme tendência em alimentar nossa vaidade. Quantas pessoas você conhece que poderiam ganhar na loteria sem que isso subisse à cabeça e se tornasse vaidade e ostentação?

Às vezes a vida parece dura demais com a gente, mas se não houvesse fases de perda e de escassez, seríamos tão insensíveis que todos estaríamos em risco. Esses momentos podem e devem ser aproveitados, são convites à reflexão sobre o que é realmente importante na vida, sobre nossa escala de valores, sobre as escolhas que temos feito. Há um ditado tibetano que diz “da lama nasce a flor de lótus” mostrando que na adversidade encontramos nosso lado mais humano e junto, as sementes de uma vida plena e feliz.

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